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5 sinais de alerta para não cair em golpes online, segundo consumidores

Com o Brasil em destaque em rankings de países que mais enfrentam ataques cibernéticos, a linha entre uma oferta imperdível e uma armadilha digital está cada vez mais tênue.

Segundo um levantamento recentemente da Branddi, especialista em proteção de marcas no ambiente online, setores como varejo, finanças e tecnologia são alvos preferenciais dos criminosos, que se aproveitam não apenas da urgência, mas do desejo de consumo para aplicar golpes.

Com base no comportamento de brasileiros entrevistados em todos os estados do país, a pesquisa analisou o cenário no último bimestre de 2025 – período que concentrou as principais datas comerciais – listando os cinco sinais de alerta que você deve observar para navegar com segurança e entender quando aquele link é, de fato, seguro, para digitar seus dados pessoais.

  1. Anúncios com preços muito abaixo do mercado (78%)
  2. Identidade visual ou informações duvidosas (57%)
  3. Perfis com pouco seguidores ou comentários desativados (40%)
  4. Anúncios com ofertas de pagamentos fora do comum (39%)
  5. Anúncios repetitivos e constantes (32%)

Redes sociais lideram tentativas de golpe

Ainda conforme o levantamento, o perigo mora no feed. Embora as tentativas de fraude cheguem até o consumidor por diferentes canais, como e-mails falsos ou links que direcionam para sites fraudulentos, as redes sociais são hoje a principal porta de entrada para golpes online.

Enquanto 51% das pessoas relatam ter visto anúncios falsos em seus perfis, outros 32% apontam perfis fakes como o maior problema. Esses canais já superam métodos clássicos de abordagem, como o envio de e-mails maliciosos ou links externos.

Como se proteger dos golpes online?

Para quem navega, a segurança começa nos detalhes da URL. Segundo Diego Daminelli, CEO da Branddi, o primeiro passo é sempre priorizar os canais oficiais.

“Indicamos que os consumidores busquem sites com domínios confiáveis, especialmente os terminados em .com.br. É preciso atenção redobrada, já que golpistas usam variações mínimas, como .shop-oficial ou br-oficial, para confundir o usuário”, explica o executivo.

Daminelli reforça que a desconfiança deve ser uma aliada, mesmo em épocas de grandes descontos. “Nunca finalize compras por números de WhatsApp desconhecidos e mantenha o alerta ligado diante de preços excessivamente baixos, inclusive na Black Friday“.

Para quem está diante de uma marca nova ou pouco conhecida, o especialista sugere o uso de ferramentas de validação, como a plataforma Fraude ou Não, da própria Branddi, para checar a idoneidade do e-commerce antes de fechar o carrinho.

Do lado das empresas, o desafio é de reputação. “A proteção digital deve ser uma estratégia contínua. Monitorar o uso indevido da marca e agir rápido contra fraudes são ações indispensáveis para preservar a confiança do consumidor no ambiente digital”, finaliza Daminelli.

CNN

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