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Pesquisa aponta que 45% dos nordestinos acredita que o Brasil estará melhor daqui a 10 anos

Às vésperas do aniversário de 200 anos da Independência de Portugal, 66% dos brasileiros que vivem na região Nordeste não sabem dessa comemoração. Mas, depois de tomarem conhecimento desse evento, 50% declaram que o Brasil tem o que comemorar. Nessa perspectiva histórica, os fatos mais lembrados pelos nordestinos em 500 anos são abolição da escravidão (44%) a própria Independência do Brasil (32%), seguida pela Proclamação da República (18%) e a redemocratização, iniciada em 1985 (16%).

Quando perguntados sobre qual o melhor símbolo para traduzir o Brasil, a natureza é tida como a definição mais precisa do país para 59% das pessoas, seguida pelo seu povo (28%) e pela dimensão continental do território (17%), segundo os estados do Nordeste.

A fé (49%), seguida da criatividade (29%), são as características que melhor definem os brasileiros, segundo os nordestinos.

Mais da metade dos entrevistados (59%) se diz satisfeita com a vida no país particularmente ao ver a si e sua família com boa saúde após a grave e longa crise sanitária. O número de pessoas que acredita em tempos melhores para o país em longo prazo (45%) supera os que acham que o Brasil estará pior daqui a 10 anos (31%).

Para 54% dos entrevistados, a saúde ainda é o maior desafio a ser enfrentado após o controle da pandemia. A educação foi lembrada por 34% dos entrevistados. A fome e a pobreza foram citadas por 32% das pessoas ouvidas na pesquisa.

Essas são algumas das revelações da 9ª edição do OBSERVATÓRIO FEBRABAN — Pesquisa FEBRABAN-IPESPE, que buscou investigar as percepções e expectativas para 2022 e os 200 anos da Independência política brasileira. O levantamento, realizado entre os dias 19 a 27 de novembro, com 3 mil pessoas nas cinco regiões do país, mostra que o brasileiro está resiliente frente às dificuldades impostas pela crise atual, mas cauteloso sobre o futuro próximo.

Fome, pobreza e desigualdade mobilizam opinião em 2022

Em 2022, a opinião pública deverá ser mais mobilizada pelas eleições (45%), juntamente com a agenda econômica (desemprego e inflação), que recebeu 36% de menções. A fome, a pobreza e a desigualdade receberam a menção de 33% das pessoas. A Copa do Mundo (27%) e o controle da pandemia do coronavírus (19%) também foram destacados.

“Ao mesmo tempo que mostra a população preocupada com seu cotidiano, a pesquisa revela que o brasileiro tem esperança no futuro e espera, para os próximos anos, um país mais justo e com menos desigualdade social e, em segundo lugar, deseja um país sem corrupção”, diz Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN. “A pesquisa comprova também que o brasileiro gosta de ser brasileiro e que a melhoria nas condições de saúde, seja pública seja da família, é motivo de grande satisfação”.

O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, destaca ainda que, olhando adiante, boa parte dos entrevistados acredita que muitos dos hábitos que foram adquiridos ao longo da pandemia devem ser mantidos e até ampliados. “Nessa relação está o trabalho remoto, as compras online e a maior presença junto à família, além do uso de serviços de streaming para filmes e música, e a comunicação através de redes sociais e chamadas de vídeo”, diz Lavareda.

A íntegra do nono levantamento OBSERVATÓRIO FEBRABAN, pesquisa FEBRABAN-IPESPE, pode ser acessada no site da Febraban. O recorte regional está no anexo

Abaixo, seguem os principais resultados do levantamento na região Nordeste:
Independência do Brasil

A maioria dos entrevistados (66%) não tinha conhecimento de que em 2022 o Brasil completará dois séculos de independência em relação a Portugal.

Os 200 anos da independência são motivo de comemoração para 50% das pessoas ouvidas, ao contrário de 45% que acham que o Brasil não tem razões para comemorar.

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