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Por Zizo Mamede: PREFEITURA DE SERRA BRANCA. – “MATEUS, PRIMEIRO OS MEUS”.

Não é um versículo dos Evangelhos. Os evangelistas nunca diriam isto porque contrariaria frontalmente a mensagem de Cristo centrada no amor ao próximo.

Dizem que é um provérbio português. Mas, pelo sim, pelo não, cumpre bem a função de reforçar a velha tradição patrimonialista brasileira de locupletar-se com os bens públicos.

Mateus, primeiro os teus – a campanha eleitoral vitoriosa em 2016 em Serra Branca teve como mote as promessas de empregos sem concursos em troca dos votos.

Milhares de empregos na prefeitura foram prometidos na surdina. O candidato Vicente Fialho (Souzinha) prometeu tanto emprego, mas tanto emprego, que liberou geral na campanha.

Seus cabos eleitorais prometiam empregos por votos dentro dos carros alternativos. Prometiam no ponto do ônibus. Prometiam de casa em casa e na feira.

Quando questionado publicamente sobre as promessas de empregos em troca de votos, o candidato Souzinha cinicamente tangenciava: “Não prometi secretarias a ninguém”.

Após a eleição o eleito escafedeu-se. Mandava os auxiliares negarem que ele estava em casa. – “Está no Rocha” matraqueavam por trás do muro.

Como prefeito, não compareceu em horários oficiais de trabalho. Quando aparecia era à noite. Entrava pela porta dos fundos, para não ser visto.

Acovardado, o prefeito Souzinha sumiu para não cumprir as promessas de empregos. A mentira em pessoa não tem coragem de olhar cara a cara.

“Mateus, primeiro os meus” – Mas, contudo, porém, todavia e entretanto, nem todos os eleitores têm do que reclamar.

Escondido da população, o prefeito de Serra Branca só dá as caras na folha de pagamento. No primeiro mês de gestão começou a farra dos contraparentes.

Envultado, no segundo mês o prefeito nomeou aderentes bem próximos e seus respectivos agregados. E o cabide de empregos familiares ficou pesado.

Aqueles 250 mil reais a mais acrescidos mensalmente ao Fundo de Participação dos Municípios a partir de 2017 estão na torra.

A folha de salários dos contratados “por excepcional interesse público” está repleta de gente próxima do prefeito, parentes, aderentes, contraparentes e agregados.

Alguns nem moravam em Serra Branca. Mas, como dos parentes dos aderentes dos contraparentes do prefeito, foram contratados para fazer nada de coisa alguma.

Premeditado. Em 2016, após a apuração da eleição, o vereador Kleber se adiantou: “Souzinha não tem que cumprir as promessas de emprego feitas na campanha”.

“O povo é que é ruim!” – Palavra de Kleber Barros, o cérebro de Souzinha.

Numa palavra: NEPOSTISMO. Souzinha enganou a muitos. Mas não esqueceu dos seus.

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