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Promotora diz que não faz sentido uma instituição de ensino superior manter o sistema remoto

A promotora do Ministério Publico da Paraíba, Cláudia Cabral, criticou a decisão das instituições públicas de ensino superior do estado em manter as aulas de maneira remota. Na visão da integrante do MP, não há como manter alunos afastados das salas de aula enquanto estudantes e professores curtem festivais de verão, por exemplo.

“A gente pode muito bem fazer um levantamento e pegar um vídeo do Fest Verão. Quantos professores e quantos alunos de rede de ensino superior estavam ali naquele evento? E por que não estar em sala de aula, com  distanciamento de cadeiras, uso de máscara, uso de álcool em gel? Nós estamos tratando de pessoas adultas, nós estamos preparando profissionais para o mercado de trabalho”, pontuou Cabral.

A promotora disse ainda que não vê sentido uma instituição de ensino superior, que lida com adultos, manter o sistema remoto, uma vez que a maior parte já está vacinada contra o coronavírus.

“Essa é uma realidade que a gente vai ter que conviver, a Covid como uma síndrome gripal. Nós vamos ter que conviver com essa realidade e usar as armas e ferramentas que a gente tem de combate”, frisou a promotora de Justiça.

Mais cedo, atendendo a um pedido da promotora que atua na cidade de Ingá, a Justiça determinou que os municípios de Serra Redonda, Itatuba, Ingá e Riachão do Bacamarte adotem as providências necessárias para o retorno das aulas presenciais em todas as escolas públicas de suas redes de ensino, atendendo aos protocolos sanitários estabelecidos em normas governamentais.

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